
Wednesday, March 28, 2007
O meu conselho de amigo.

Saturday, March 10, 2007
Mais poesia.

Confessai aos deuses toda a verdade.
Os pesos das injustiças que estão perto,
O tic-tac do mundo que não se pode ter,
Olhai o tempo que urge incerto,
E a angústia de ter de perder.
Ainda o drama que faço, que me irrita
E o desespero desta revolta escrita.
Só este comportamento egoísta,
Que me arde a glória num minuto
E me tira para fora da pista,
Que é macabro e me faz vestir de luto.
Raia-lhe a fonte do sangue enfraquecido,
E o lacrimejar sobejo, já vencido
Estiolam-me as dúvidas e os problemas
Bem como a necessidade de os resolver,
Afronta-me a dor e os seus temas,
E a inevitabilidade de os ter.
É este o meu império, que intriga
É esta a sombra que por mim irriga!
O medo de perder um sorriso
E o prazer de o ter para mim
Tornam-me confuso e indeciso,
Cansando-me eu de estar assim.
Meu fascínio sofisticadamente discreto
E os gritos do meu coração selecto!
Ter de admitir que não há controlo,
Ainda que não o faça transparecer.
Eu nunca me conheci tão tolo,
Nem com vontade de desaparecer...
Largo-me pela força da sorte,
Abraçado pelo poder da morte.
Sonhei cedo, caí mais tarde
Neste labirinto abominável
E este suor que em mim arde,
Teima em ser insuportável.
Rendo-me num desprezo forçado
À realidade do amor negado
E vou correr para me sentir melhor,
Fechando os olhos de dia.
É que eu já sei de cor.
Que não se pode fazer magia.
Parar de escrever. Só escuridão.
Tudo em mim se cansa e cái no chão.
Pudesse eu cantar a verdade
Que me cega e que me prende,
Mas quando chegará a liberdade
Que me veste e que me acende?
Saturday, March 3, 2007
Poesia + Má disposição.

Vem levemente, brilho lunar
Que ninguém quer tanto de ti quanto eu
Que pelas ruas me deixo ir a cantar
Um amor que também pode ser o teu.
(Pára agora enquanto podes)
Que da verdade tu ainda não sabes
Vai estoirar o colosso de Rodes
Vão morrer os peixes e aves.
Já ardeste, faz muitos dias…
Não sabias das verdades
Que se as soubesses morrias
E pior é saber às metades.
Jaz algures o antigo descontentamento
Que já eu pensava ter vencido
Resta esperança, sonho, e firmamento
Para esquecer este barco perdido.
(Pára com isso! Tem calma …
Olha que o mundo não acaba agora.)
Vós, covardes disto e de outras coisas mais
Não sóis mais que pobres fantoches de conveniência
Que mentir e fingir sempre foi a vossa essência!
(Que exagero. Que feitio. Que mau perder)
Hei-de sempre acreditar que isto é mau, que é fodido.
(Mal-criado, inconveniente, vergonhoso)
Minha mãe não me ensinou a rebobinar um jogo.
Ensinou-me apenas a sorrir, a cantar e amar.
Ensinou-me que a vida é bela, um mar rosado.
Ensinou-me que nasci para amar e ser amado.
Minha mãe enganou-me sem querer
“Ai meu filho, que estás a enlouquecer!”
(Estás doente)
Tenho os pés presos no chão e quero saltar.
Tenho a língua presa nos dentes e quero falar.
Tenho os olhos carregados de sono e quero olhar.
Tenho a cabeça doente, e quero pensar.
Tremi. Quebrei. Tropecei. Levantei-me e voltei a cair.
Sacudi. Ardi. Explodi. Esqueci. Ou pelo menos tentei.
Não sei perder, nem quero saber.
Aprender a saber perder é aprender a muito perder,
E aprender a perder é fraco, é mau, e eu não quero.
Sou teimoso, tenho mau feitio e não me apetece nada agora.
Já disse que não quero absolutamente nada.
Se vos pedisse o que mais queria, nenhum de vós o conseguia.
Acelerem os relógios, apressem os dias. Avancem-me semanas.
E depois, se o arrependimento vos subir à cabeça, aprendam!
E quanto ao mais importante, perderam todos. Ou talvez não…
Não interessa nada disso agora também, que eu de miserável
Muito mais não fui além. Que irritação. Nada, absolutamente nada.
Já disse nada e nada é o que eu quero o que sou e o que quero fazer.
Nada, nem adeus. Adeus também é nada. Nada, nada, nada!
Friday, February 23, 2007
Variações
O pesar do sonho baixou pela noite fora. Toda a noite, a sua imagem insistiu-me pelos vidros da janela do meu quarto. A noite, em tom brilhante, avivava-me os sentimentos, liquidificando-me a consciência. A voz de Eddie Vedder balanceava-me na mente, em associação divina com a minha memória visual. O sono não vinha e eu, no meio dos lençóis como peixe fora de água, sentia-me vazio, com o sonho ali tão perto… Tardava em adormecer, ia sonhando, sonhando acordado. Procurava via consciente um sentido real para aquilo, mas acontece que, por vezes, por mais engenho que possuamos, é impossível dar base ao que sentimos. Àquela hora, via-me fora do contexto real do mundo, via-me numa estrada divina, numa busca infinita de um sonho recuperado, ainda mais forte que o anterior, bem mais intenso até. Afinal, o sonho era outro sim senhor. Mordia-me o medo de não o conseguir viver, e não adormecia.O som casual de um cão a ladrar asperamente, como que a reclamar algo, afinava-me a concentração da alma. Crescia de fora do quarto uma agitação qualquer, que não me desviava as atenções, fosse por que motivo fosse…
O quarto estava escuro, apenas iluminado pelo rasgo lunar que entrava pela portada entreaberta da janela. Nas negras paredes da ocasião, ondeavam os sonhos por realizar, os que ficaram para trás. A secretária do meu quarto, maior do que em qualquer outro dia, sugeria-me um peso mais do que brutal na consciência. Lembrava-me do parentesco entre o génio tão procurado nela com o desespero dessa mesma procura. A porta nem gemia, como se aquele quarto representasse outra dimensão que não a humana. Uma metafísica inexplicável, estrondosamente assustadora, ainda que por detrás de tudo aquilo, estivesse um encantamento belo e natural. Quanto ao sonho, eu ia-o sentindo, pensamento após pensamento.
Diferente, a noite prosseguia. Os sentimentos tardavam em desaparecer, e o sono não começava…A solidão da minha alma invadia a pureza do sonho. Invadia tudo aquilo que mais queria. O quarto, intenso e pesado, e a sombra das coisas que nele estavam davam lugar ao medo de avançar na minha vida por um meio real…
Já os raios solares se espalhavam de entre o céu semi-nublado quando acordei. Afinal, consegui dormir. Porém, não sonhei tudo. A razão é simples: O sonho não me deixa.
Nuno.
Tuesday, February 20, 2007
O tributo.
Saturday, February 17, 2007
A maior música do mundo
Black ( Pearl Jam )
Hey...oooh...Sheets of empty canvas, untouched sheets of clay. Were laid spread out before me as her body once did All five horizons revolved around her soul As the earth to the sun Now the air I tasted and breathed Has taken a turn Ooh, and all I taught her was everything Ooh, I know she gave me all that she wore And now my bitter hands shake beneath the clouds Of what was everything? Oh, the pictures have all been washed in black, Tattooed everything...
I take a walk outside I'm surrounded by some kids at play I can feel their laughter, So why do I sear? Hard and twisted thoughts that spin round my head I'm spinning, oh, I'm spinning How quick the sun can, drop away And now my bitter hands cradle broken glass Of what was everything? All the pictures have all been washed in black, tattooed everything...
All the love gone bad Turned my world to black Tattooed all I see, all that I am, all I'll be...yeah...Uh huh...uh huh...ooh...I know someday you'll have a beautiful life, I know you'll be a star,In somebody else's sky, but whyWhy, why can't it be, oh can't it be mine...
We, we belong, we belong together, together, yeah, yeah, we, we belong, we belong together...
Friday, February 16, 2007
O sono e eu
moral agir agora. Exageradamente imoral até. Agir agora seria mudar de estrada a cada cruzamento. Já disse que primeiro estás tu. Ou estarei a mentir? Não sei, mas também não interessa muito...Gostava, se viesses, continuar em sonhos. Ecos de gritos, de risos, vindos de longe. Só isso. Eu e tu. Ninguém mais. Porque não? E se assim fosse? Se calhar não seria melhor do que agora, bem pelo contrário. Mas podia ser. Tem, aliás, tudo para ser.
Olho-me ao espelho agora, e vejo uma criança doente. Uma criança que sonha brincar onde não há brinquedos. Uma criança que, ainda assim, brinca na mesma. Sorri. Não há coisa mais bonita no mundo do que quando sorris.
Agora tenho sono. Vou dormir. Chamas-me quando estou a dormir. Tu nunca reparaste nisso, mas eu já. Sagrado instinto de ser feliz a dormir.
Wednesday, February 14, 2007
São Valentim !

Que ninguém quer tanto de ti quanto eu
Que pelas ruas me deixo ir a cantar
Um amor que também pode ser o teu.
Monday, February 12, 2007
Os grandes Portugueses

Sunday, February 11, 2007
Portugal decidiu, mas sem força.

